Festival gastronômico

Taste of Japan

130 ANOS NAVEGANDO PELOS SABORES DO JAPÃO

O Taste of Japan – Festival Gastronômico celebrou os 130 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil–Japão (1895–2025) com uma programação simultânea em três capitais brasileiras. Durante 19 dias, o festival integrou cultura, diplomacia e gastronomia japonesa por meio de menus exclusivos preparados com insumos 100% importados do Japão.

O festival também apresentou conteúdos sobre segurança alimentar japonesa – Sistema ALPS, reforçando a qualidade dos produtos japoneses e a tecnologia ambiental adotada pelo Japão no descarte de águas marítimas.

SOBRE O FESTIVAL

Promovido pela REN Brasil – Rede Nikkei de Empreendedorismo, com apoio da Embaixada do Japão, JICA e parceiros institucionais, o Taste of Japan foi planejado ao longo de 12 meses, envolvendo curadoria, logística internacional e articulação diplomática.

Importação e operação logística
Foram trazidos ao Brasil mais de 470 kg de produtos autênticos, incluindo vieiras, hamachi, shoyu Koikuchi, vinagres especiais, nori e saquês de diferentes províncias.
A operação envolveu cadeia fria, desembaraço, distribuição interestadual e supervisão de qualidade para garantir autenticidade e segurança alimentar.

Projeção Nacional
O festival gerou mais de 150 publicações espontâneas entre 26 de agosto e 12 de outubro de 2025, com destaque para G1, CNN Brasil, Correio Braziliense, Metrópoles e influenciadores de gastronomia.

A Abertura do Festival Gastronômico 

No dia 23/09/2025 o Festival contou com o Lançamento Oficial, em Brasília.

A Capital Federal sediou o jantar de abertura com cerca de 90 convidados, entre autoridades, parlamentares, lideranças nikkeis, jornalistas e representantes do setor produtivo japonês.

A noite contou com taikô, welcome drink com saquê de Fukushima, menu harmonizado, conteúdo educativo sobre ALPS e jantar de oito etapas assinado pelo Chef Cristiano Komiya (Restaurante New Koto).

Festival Gastronômico em Brasília, Curitiba e São Paulo — de 24/09 a 12/10/2025

Sete restaurantes prepararam menus exclusivos com ingredientes selecionados, harmonização com saquê e ações culturais. Os Menus especiais com hamachi, vieiras e insumos inéditos. Nos primeiros dias, o serviço contou com harmonização orientada por sommelier convidado.

RESTAURANTES PARTICIPANTES

O Taste of Japan reuniu sete restaurantes reconhecidos pela excelência na culinária japonesa. Cada casa criou menus autoriais com ingredientes importados especialmente para o Festival.

A Edição 2025 contou com a participação dos seguintes restaurantes:

Durante o festival, os restaurantes trabalharam com vieiras, hamachi, nori, vinagre Kohaku, shoyu Koikuchi e saquês premium. 

Agradecimento aos parceiros Nordsee e Adega do Sakê.

Apoio Institucional:

Apoio Comercial:

MÍDIA

O Taste of Japan conquistou mais de 150 publicações espontâneas em veículos nacionais e regionais.  

Destaques para as notícias: G1 • CNN Brasil • Metrópoles • Correio Braziliense • R7 • Viva Brasília • Qual Viagem • Gastronominho • GPS Brasília • TV Mirai • Rádio Metrópoles • CBN

Segurança dos Produtos Japoneses

O que é ALPS

Segurança alimentar

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O Japão e a tecnologia ALPS: ciência, transparência e segurança alimentar

O Japão tem investido em soluções tecnológicas robustas para lidar com os desafios ambientais deixados pelo acidente na usina de Fukushima. Entre essas soluções, destaca-se o sistema ALPS – Advanced Liquid Processing System – uma tecnologia desenvolvida para tratar a água contaminada por radioisótopos após o desastre nuclear de 2011. Desde então, o país conduz uma operação de recuperação ambiental marcada pela precisão científica e pela transparência pública, sob acompanhamento direto da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

  • O que é o ALPS e como ele funciona

 

O ALPS foi desenvolvido pela Tokyo Electric Power Company (TEPCO), em parceria com o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI), para resolver um desafio inédito: o acúmulo de grandes volumes de água usados no resfriamento dos reatores danificados. Essa água, ao entrar em contato com o combustível nuclear, tornou-se radioativa. O sistema ALPS utiliza processos físico-químicos em múltiplas etapas, capazes de remover 63 tipos de radionuclídeos — como césio, estrôncio e cobalto — antes que a água seja armazenada e analisada novamente.

O único elemento que permanece após o tratamento é o trítio, um isótopo do hidrogênio que não apresenta risco à saúde humana nem à vida marinha em baixas concentrações, conforme parâmetros definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela AIEA.

O trítio é uma forma natural de hidrogênio, presente em pequenas quantidades no meio ambiente. Ele se forma continuamente na atmosfera por ação dos raios cósmicos e, por isso, é encontrado na água da chuva, na água potável e até mesmo no corpo humano, sendo uma substância radioativa amplamente existente na natureza.

Em níveis muito baixos, como os observados após o tratamento da água em Fukushima, o trítio não representa risco à saúde. Diversas usinas nucleares ao redor do mundo também liberam trítio de forma controlada no oceano, conforme padrões internacionais de segurança. Até hoje, não foram identificados efeitos ambientais ou sanitários atribuídos ao trítio, segundo dados da AIEA e da OMS.

Depois de verificada a conformidade com os padrões legais, a água é diluída com água do mar e liberada gradualmente sob rígido controle. Segundo o portal oficial do governo japonês sobre o tema (ALPS Treated Water Portal, do Ministério das Relações Exteriores do Japão – MOFA), todas as etapas do processo são documentadas, monitoradas e auditadas por especialistas independentes (MOFA, 2024).

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  • Monitoramento internacional e transparência

Desde o início do plano de descarte, o Japão solicitou que a AIEA acompanhasse todas as etapas do processo. A agência mantém uma equipe técnica permanente na usina de Fukushima Daiichi, revisando dados e publicando relatórios públicos.

O relatório mais abrangente, divulgado pela AIEA em julho de 2023, concluiu que o plano japonês está em conformidade com os padrões internacionais de segurança e que os impactos esperados sobre pessoas e ecossistemas são negligenciáveis. Esses relatórios e medições independentes estão disponíveis no site oficial da AIEA (IAEA, 2023).

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  • Segurança alimentar: controle e confiança baseados em dados

Garantir a segurança alimentar após o acidente foi uma das maiores prioridades do governo japonês. Desde 2011, o país mantém um dos sistemas de controle mais rigorosos do mundo, com base em normas do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca (MAFF) e do Codex Alimentarius da ONU.

Todos os alimentos produzidos e exportados são submetidos a testes de radiação sistemáticos, realizados por laboratórios públicos e privados. Os limites estabelecidos pelo Japão são dez vezes mais rígidos que os parâmetros internacionais do Codex Alimentarius.

Os resultados das análises são publicados em plataformas oficiais do governo japonês (MAFF, 2024), e qualquer produto que ultrapasse os limites de segurança é imediatamente retirado do mercado.

A fiscalização é complementada por auditorias independentes e monitoramento ambiental de longo prazo, garantindo rastreabilidade e confiança nos alimentos japoneses. Dados acumulados ao longo de mais de uma década indicam que os níveis de radioatividade permanecem consistentemente abaixo dos limites de segurança recomendados pela AIEA e pela OMS.

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  • Tecnologia e responsabilidade ambiental

Mais do que uma solução técnica, o ALPS simboliza o compromisso do Japão com a ciência e a transparência. Cada fase do processo é acompanhada de forma aberta, com participação de organismos internacionais e divulgação pública de dados.

O tratamento e a liberação da água tratada de Fukushima tornaram-se uma referência mundial em governança ambiental baseada em evidências científicas. Essa experiência também vem servindo de base para o desenvolvimento de novas tecnologias de descontaminação e monitoramento ambiental, que poderão ser aplicadas em outros países.

Um vídeo educativo produzido pela Tokyo Electric Power Company (TEPCO) reforça esse compromisso, explicando de forma didática três pontos fundamentais sobre o processo: que o trítio está naturalmente presente em pequenas quantidades no ambiente e no corpo humano; que sua radiação é extremamente fraca e não representa risco à saúde; e que a água liberada é tratada, diluída mais de cem vezes e monitorada por laboratórios independentes e pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Essa comunicação pública contínua é parte essencial da estratégia de responsabilidade ambiental e transparência científica adotada pelo Japão no processo de descomissionamento da usina de Fukushima.

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  • Conclusão

A operação conduzida em Fukushima mostra que é possível enfrentar um desafio ambiental sem precedentes com rigor científico, cooperação internacional e transparência pública. O sistema ALPS é o coração desse processo — uma tecnologia que garante que a água liberada esteja dentro dos limites mais conservadores de segurança, sob inspeção contínua da AIEA e de especialistas independentes.

Os alimentos japoneses seguem passando por controles de qualidade e segurança reconhecidos internacionalmente, assegurando que produtos como pescados, vegetais e bebidas sejam seguros para consumo em qualquer parte do mundo.

Em última instância, o ALPS não é apenas uma solução para Fukushima, mas um exemplo global de como ciência, tecnologia e responsabilidade pública podem caminhar juntas em favor da segurança alimentar e da proteção ambiental.

O Governo Japonês tem se empenhado em tratar o tema com total transparência e com os mais altos padrões técnicos internacionais. Para informações mais aprofundadas, acesse:
https://www.mofa.go.jp/mofaj/dns/inec/alps_navi02.html

Fontes: Ministério das Relações Exteriores do Japão (MOFA); Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI); Tokyo Electric Power Company (TEPCO); Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA); Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão (MAFF); Organização Mundial da Saúde (OMS); Codex Alimentarius FAO/OMS.

Artigo produzido pela REN Brasil como parte da contrapartida institucional ao programa de subsídio da JICA, ano Fiscal 2025.